quinta-feira, 14 de março de 2019

Há uma tragédia silenciosa em nossas casas *


Por: Victoria Prooday

   Terapeuta Ocupacional
                                                                                                                                       Fonte:www.yourot.com
     * Traduzido do original: The silent tragedy affecting today’s children.


Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas.

📉 As estatísticas:
·                1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
·                um aumento de 43% no TDAH foi observado;
·                um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
·                um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.

O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?
As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:

·                Pais emocionalmente disponíveis;
·                Limites claramente definidos;
·                Responsabilidades;
·                Nutrição equilibrada e sono adequado;
·                Movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
·                Jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.

EM CONTRASTE, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:

·                Pais digitalmente distraídos;
·                Pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo” e sem quem estabeleça as regras;
·                Um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por obtê-lo;
·                Sono inadequado e nutrição desequilibrada;
·                Um estilo de vida sedentário;
·                Estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.

⁉O QUE FAZER?
Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:

✔Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
✔ Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
✔ Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
✔Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
✔Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
✔ Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
✔Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade (dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).
✔Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
✔ Ensinar responsabilidade e independência.
✔Não os proteja excessivamente contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e aprender a superar os desafios da vida.
✔Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
✔Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
✔Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.
✔Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
✔ Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
✔Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
✔Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
✔Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
✔Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
✔Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

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quinta-feira, 7 de março de 2019

A Família e a Educação Emocional - TRÊS DICAS FUNDAMENTAIS PARA A PREPARAÇÃO EMOCIONAL DO SEU FILHO OU FILHA

Uma breve introdução... 

         Dizer a uma criança como ela deve se sentir só a faz desconfiar do que ela sente, o que a deixa insegura e a faz perder a autoestima. Por exemplo, se você diz a ela “Você está chorando por essa bobagem!?” ela imediatamente pensa “Se isso não é tão importante assim, então estou me sentindo mal desse jeito porque sou um bobão, uma bobona mesmo.”
          Quando os pais deixam de criticar e/ou menosprezar e/ou desviá-las do que as crianças sentem, elas são capazes de se abrir e a emoção por trás do comportamento fica clara, o que ajuda o pai/mãe compreender o que de fato está acontecendo... ao mesmo tempo os filhos começam a confiar mais nos pais e a vê-los como aliados, pois ficam sabendo que tem um adulto que poderá ajudá-la a deixar de sentir se mal e a encontrar (juntos) uma solução para o problema dela.  Quando os pais/as mães compreendem ou pelo menos tentam compreender a experiência pela qual seus filhos estão passando, eles se sentem amparados. A capacidade de nos colocarmos no lugar do outro de sentir o que o outro sente e reagir de acordo com isso, chama-se EMPATIA!
          Os pais que são preparadores emocionais ensinam aos filhos estratégias para lidar com os altos e baixos da vida, eles aproveitam os momentos em que as emoções "fervem" para ensinar importantes lições de vida às crianças, esse tipo de pai/mãe não se opõe e nem ignora às manifestações de emoções dos filhos, tais como: raiva, tristeza ou medo... eles conseguem se colocar no lugar dos filhos e sentir a sua dor. Ao vê-los irritados, tristes, angustiados, nervosos, batendo o pé... eles dizem à criança que ela tem o direito de sentir e mostra a ela que existem formas mais adequadas de expressar o que está sentindo. A empatia é a base do trabalho de Preparação Emocional.     

             TRÊS DICAS FUNDAMENTAIS PARA A PREPARAÇÃO EMOCIONAL DO SEU FILHO OU FILHA.

1) Perceba a emoção da criança.
🔸Muitas vezes, as crianças expressam as emoções de forma indireta, tente perceber qual é a emoção que está presente por trás do "mal comportamento", solidão, tristeza, vergonha... Pergunte o que está acontecendo e ouça de verdade, evite os julgamentos;

2) Reconheça a emoção como uma oportunidade.
🔸Alguns pais tentam ignorar os sentimentos negativos da criança esperando que eles passem sozinhos, mas não é bem assim que as emoções se resolvem, a criança pode até "esquecer" e começar a fazer outra coisa, mas os sentimentos negativos só se dissipam quando a criança pode falar sobre eles. Ajude a criança a nomear o sentimento e a verbalizar as emoções, tente compreendê-la não julgue, não precisa dá nenhuma opinião se ela não pedir... Apenas ouça, use o coração para sentir verdadeiramente o que o seu filho ou filha está sentindo!
       Não diga a seu filho (a) como ele (a) deve se sentir. A sua função é ajudá-lo (a) a desenvolver um vocabulário para que ele ou ela seja capaz de expressar exatamente como se sente.
🔸Este é o momento perfeito para usar a empatia, conquistar a confiança dos filhos e ensinar-lhes boas maneiras de lidar com os sentimentos negativos.

3) Mantenha o foco na solução do problema
🔸Ao ajudar a encontrar soluções, incentive a criança a pensar por si própria e a resolver o problema, pergunte-lhe o que ela quer, ajude -a escolher as melhores opções pensando também nas consequências.

🔸 Ajude a criança a resolver seus problemas de modo que ele (a) perceba que os sentimentos e os desejos são aceitáveis, mas nem todos os comportamentos são! Combine com a sua criança como agir de modo "adequado" caso a situação venha a se repetir.

🔸Quando as crianças aprendem a regular as emoções negativas elas mesmas passam a buscar soluções para os problemas e conflitos.


O que muda quando a criança tem pais Preparadores Emocionais?
➡ Crianças que têm preparo emocional são fisicamente mais saudáveis e apresentam melhor desempenho escolar do que as que não tem. Estas crianças se relacionam melhor com os amigos, têm menos problemas de comportamento e são menos propensas à violência. Têm mais sentimentos positivos sobre si mesmas e em relação aos outros e à vida.
➡ As crianças com preparo emocional são mais flexíveis. Elas não deixam de ficar tristes, irritadas ou assustadas em circunstâncias difíceis, mas têm mais capacidade de se acalmar, sair da angústia e procurar atividades produtivas. Em resumo, são mais saudáveis e inteligentes emocionalmente.



A FAMÍLIA E O APRENDIZADO EMOCIONAL - OS QUATRO ESTILOS PARENTAIS – DE ACORDO COM JOHN GOTTMAN

 O segredo é o modo como os pais interagem com os filhos quando as emoções se exaltam. Porque, para se educar um filho, o intelecto só não basta.
(autor desconhecido)

➡Daniel Goleman, psicólogo e autor descreve em seu livro Inteligência Emocional a sua pesquisa científica que prova que o cérebro humano é um sistema integrado que inclui elementos COGNITIVOS e EMOCIONAIS, ele também afirma que o Q.I. (Quociente de Inteligência) não é a única ferramenta para determinar a inteligência de um indivíduo e inclui o QE (Quociente Emocional) nesta equação, pois para Goleman é o Q.E quem vai direcionar a parte cognitiva. Para ele a “percepção emocional e a capacidade de lidar com os sentimentos determinam o sucesso e a felicidade da pessoa em todos os setores da vida, inclusive nas relações familiares”, o autor atesta em sua pesquisa que as emoções podem ser trabalhadas a favor ou contra o desempenho humano e que “A família é nossa primeira escola de aprendizado emocional”.


🔸A FAMÍLIA E O APRENDIZADO EMOCIONAL
Os pais preocupam se muito com a educação que vão dar aos filhos, eles desejam que além do sucesso profissional – sendo capazes de realizar conquistas a partir do seu próprio talento - os filhos também tenham sucesso pessoal – sendo suficientemente fortes para enfrentar os problemas da vida.
 ➡Em nossa época - o foco de toda a disciplina era o mau comportamento, daí a criação punitiva que a maioria de nós teve, para os nossos pais não se mencionava o mundo da emoção e os sentimentos que existiam por trás do que era considerado mau comportamento. Hoje, no entanto, para se educar um filho, apenas o foco no intelecto não basta é preciso também trabalhar com a emoção.
➡Inteligência Emocional para pai e mãe significa, reconhecer as emoções das crianças sem repreendê-las, desrespeitá-las ou ignorá-las e ajudar os filhos a identificar as próprias emoções e a impor o limite adequado para aquilo que se sente ao mesmo tempo em que foca em descobrir soluções para os problemas que se apresentam.
➡Os pesquisadores afirmam que as crianças emocionalmente inteligentes são, menos agressivas; mais flexíveis; mais estudiosas; mais concentradas; mais sociáveis e focadas em encontrar soluções para os problemas que a vida impõe (como traumas, perdas e/ou dificuldades).
➡Isso porque elas aprendem a manter a calma diante das situações complicadas; focar em estratégias para resolver um problema; se adaptar a diferentes situações; se concentrar quando necessário; se relacionar socialmente com as diferenças da vida humana e ser empáticas;
➡Os pais que desenvolvem inteligência emocional nos filhos são chamados de
▪“Preparadores Emocionais” por John Gottman, autor do livro “Inteligência Emocional e a arte de educar nossos filhos”, para este autor existe basicamente dois tipos de pais: os que orientam os filhos no mundo da emoção e os que não orientam. 
➡Entre os pais que não orientam os filhos no mundo da emoção, John Gottman identificou três tipos:
▪1) Pais Simplistas - não dão importância, ignoram ou banalizam as emoções …

 OS QUATRO ESTILOS PARENTAIS – DE ACORDO COM JOHN GOTTMAN 

➡ OS PAIS SIMPLISTAS
• Não dão importância aos sentimentos da criança;
• Ignoram os sentimentos da criança;
• Querem que as emoções negativas da criança desapareçam logo;
• Costumam tentar distrair a criança para fazê-la esquecer as emoções;
• São capazes de ridicularizar ou fazer pouco das emoções da criança;
• Acham que os sentimentos da criança são irracionais e, portanto, não contam;
• Demonstram pouco interesse no que a criança está tentando comunicar;
• Podem ser incapazes de perceber as próprias emoções e as dos outros;
• Sentem-se constrangidos, assustados, ansiosos, aborrecidos, magoados ou espantados com as emoções da criança;
• Temem descontrolar-se emocionalmente;
• Dão mais importância à superação que ao significado das emoções;
• Acham que as emoções negativas são prejudiciais ou tóxicas;
• Acham que ficar pensando nas emoções negativas só vai piorar as coisas;
• Não sabem o que fazer com as emoções da criança;
• Veem as emoções da criança como uma exigência para consertar as coisas;
• Acham que as emoções negativas mostram que a criança está desajustada;
• Acham que as emoções negativas da criança depõem contra seus pais;
• Minimizam os sentimentos da criança, desmerecendo os acontecimentos que causaram a emoção;
• Não tentam resolver o problema com a criança; acham que os problemas se resolvem com o tempo.

EFEITO DESTE ESTILO SOBRE A CRIANÇA: Ela aprende que seus sentimentos são errados, impróprios, inadequados. Pode aprender que há algo intrinsecamente errado com ela por causa do que ela sente. Pode ter dificuldade em regular as próprias emoções.

➡ OS PAIS DESAPROVADORES
• Demonstram muitas das atitudes dos pais simplistas, mas de uma forma mais negativa;
• Julgam e criticam a expressão emocional da criança;
• Estão preocupados demais com a necessidade de controlar os filhos;
• Enfatizam a obediência a bons padrões de comportamento;
• Repreendem, disciplinam ou castigam a criança por manifestações de emoção, esteja a criança agindo mal ou não;
• Acham que a manifestação de emoções negativas deve ter limite de tempo;
• Acham que as emoções negativas precisam ser controladas;
• Acham que as emoções negativas refletem deficiência de caráter;
• Acham que a criança usa emoções negativas para manipular; isso provoca disputa pelo poder;
• Acham que as emoções enfraquecem as pessoas; as crianças precisam ser emocionalmente fortes para sobreviver;
• Acham que as emoções negativas são improdutivas, uma perda de tempo;
• Veem as emoções negativas (especialmente à tristeza) com um bem a ser poupado;
• Preocupam-se bastante com a obediência da criança à autoridade.
EFEITOS DESTE ESTILO SOBRE A CRIANÇA: Os mesmos que os do estilo Simplista.

 ➡ OS PAIS LAISSEZ-FAIRE (permissivos)
• Aceitam livremente qualquer expressão de emoção por parte da criança;
• Reconfortam a criança que esteja experimentando sentimentos negativos;
• Quase não procuram orientar o comportamento da criança;
• Não orientam a criança sobre as emoções;
• São permissivos, não impõem limites;
• Não ajudam a criança a resolver problemas;
• Não ensinam à criança métodos para solucionar problemas;
• Acham que pouco se pode fazer a respeito das emoções negativas, a não ser afastá-las;
• Acham que administrar emoções negativas é uma questão de hidráulica; basta liberar a emoção;

EFEITOS DESTE ESTILO SOBRE A CRIANÇA: Ela não aprende a regular as emoções; tem dificuldade de se concentrar, de fazer amizades, de se relacionar com outras crianças.

 ➡ OS PAIS PREPARADORES EMOCIONAIS
• Veem nas emoções negativas uma oportunidade de intimidade;
• São capazes de perder tempo com uma criança triste, irritada ou assustada, não se impacientam com a emoção;
• Percebem e valorizam as próprias emoções;
• Veem nas emoções negativas uma oportunidade importante para agirem como educadores;
• São sensíveis aos estados emocionais da criança, mesmo os sutis;
• Não ficam confusos nem ansiosos com a expressão de emoção da criança, sabem o que precisa ser feito;
• Respeitam as emoções da criança;
• Não ridicularizam nem fazem pouco das emoções negativas da criança;
• Não dizem como a criança deve se sentir;
• Não sentem que precisam resolver todos os problemas para a criança;
• Usam os momentos de emoção para:
• Escutar a criança;
• Demonstrar empatia com palavras tranquilizadoras e afeição;
• Ajudar a criança a nomear a emoção que ela está sentindo;
• Orientar na regulamentação das emoções;
• Impor limites e ensinar manifestações aceitáveis da emoção;
• Ensinar técnicas de solução de problemas.

EFEITOS DESTE ESTILO SOBRE A CRIANÇA: Ela aprende a confiar em seus sentimentos, regular as próprias emoções e resolver problemas. Tem autoestima elevada, facilidade de aprender e de se relacionar com as pessoas.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Respire, serás mãe/pai por toda a tua vida!





9 verdades para lembrar quando estiver estressadx com as crianças!

1. Teus filhos fazem coisas de criança!
2. As crianças necessitam de atenção, a qualquer hora e em qualquer lugar! (Fique mais com as crianças e menos nas redes sociais, brinque com ele (a), leve para passear ao ar livre, façam uma caminhada... Crianças não precisam de passeios caros e mirabolantes... Eles só precisam da tua companhia, ouvir a tua voz, de conversar sobre bobagem...) Se eles não tiverem a tua atenção de forma positiva, terão fazendo coisas que te desagradam...
3. A pressa é dos adultos! Quanto mais pressa você tiver, menos paciência terá... mais estressante se tornará a tarefa a ser feita... E mais lentas as crianças ficarão...
4. Não exijas tanto! Peça às crianças apenas o que é adequado à idade de cada uma... Os pequenos precisam que você abra o seu coração! Em alguns momentos estamos exigindo coisas que não fazem nenhum sentido para eles (as)...
5. Liberte-se dos sentimentos negativos! Quando você está de mal humor, fica mais fácil perder a calma! Respirar e pensar em coisas boas e positivas, pode ajudar... 
6. Pratique o autocuidado – Ter um tempo para si e para cuidar de si, mostra às nossas crianças que elas podem cuidar de si mesmas e se amar... é um excelente exercício para desenvolver a autoestima e ainda vai renovar as suas energias!
7. Ame incondicionalmente. Dê as crianças o seu amor! Independente de como você se sente, NUNCA diga a sua pequena ou pequeno... que não gosta mais dele! “Se você fizer isso... mamãe/papai não vai mais gostar mais de você!”.
Essa frase detona os sentimentos da sua criança... Você é a base, toda a referência de amor que ela tem... O primeiro amor, desse serzinho foi você! Além disso você o está ensinando que quando você o/a desagradar, ele(a) também pode não gostar mais de você...
Não deixe o seu filho com essa dúvida dentro do coração! Não o magoe...
8. Escute o choro.  Se ele (a) está chorando, algo está acontecendo. Deixar chorando, não resolve o problema... Se ele já fala, pergunte o que se passa e ouça... Mesmo que não faça sentido... Ele vai se sentir melhor e saberá que pode confiar em você! Se ainda não fala, abrace e digas palavras de carinho... “eu estou aqui para você...”, “Eu te amo”, “Pode chorar, logo você se sentirá melhor”
9. Respire, serás mãe/pai por toda a tua vida! Respeite as crianças, principalmente quando estiver perdido a calma! Se necessitar de um tempo... Cale-se... Respire fundo... Diga claramente “Preciso de um tempo para me acalmar”, quando voltar, volte controladx! Evite a todo custo, gritos... comportamentos violentos, trocar insultos, rótulos...
Além de você manter a calma, ainda ensina a sua criança como ela também pode se acalmar quando precisar, em vez de fazer birra, por exemplo!
Sabe aquela frase “respire fundo e conte até 10, quando estiver com raiva?”,  ela é real!  A respiração é uma grande aliada para o equilíbrio emocional, ela pode ajudar em situações “carregadas”... e pode, inclusive, nos ajudar a termos melhores conversas. (...por isso devemos, também, ensinar as crianças a respirar...)
No entanto, não adianta nada contar até 10 fazendo inspirações curtas. Assim, você apenas estará alimentando o estresse no seu corpo. 😨

Atenção para a DICA: ⬇⬇⬇⬇

É assim que você deve respirar quando sair do controle:

Sente-se de maneira confortável e...
INSPIRE contando até 4 (mentalmente), deixe o ar preencher o espaço da sua barriga e empurrar o seu diafragma para baixo.
RETENHA O AR nos pulmões enquanto conta até  7.
EXPIRE calmamente contando até 8.

Faça isso algumas vezes até sentir que se acalmou.
Contar faz o seu cérebro sair da emoção e voltar para a razão! Experimente... 
Por Nayara Ramos




sábado, 9 de fevereiro de 2019

Como acolher o choro do seu filho de forma positiva?


E COMO ACALMAR O CHORO DA CRIANÇA QUANDO FOR NECESSÁRIO?
Nem sempre será possível deixar a criança chorar enquanto a acolhemos... Nesse caso, Jane Nelsen, nos oferece algumas dicas positivas para acalmar o choro das nossas crianças:

1. Oferecer um abraço (Se ela se recusar não insista...) Você pode dizer a sua filha que precisa muito de um abraço!
2. Imaginar a situação atual no futuro. Imagine que o choro é porque a criança não queria ir embora da pracinha, você pode dizer “Imagina quando voltarmos amanhã de novo, você vai querer brincar em qual brinquedo?”

3. Seja o espelho. Respire fundo para que a sua criança veja, mantenha calmo e no controle. Logo os neurônios-espelho dela sentirão a necessidade de te imitar.
4. Treine a Respiração. Ensine a sua criança a respirar, a respiração é uma excelente aliada nas horas em que é preciso buscar a calma. Você pode ensinar para os menores o movimento de inspiração e expiração com os comandos “cheire a florzinha, sopre a velinha ”. Você também pode pedir para que ele sopre a velinha dentro das mãos.
 5. Reconhecer e validar os sentimentos. Às vezes, tudo que a criança precisa é se sentir ouvida e saber que seus sentimentos importam. "Você parece muito triste por isso. O que te ajudaria?"

6. Distrair e redirecionar. Funciona melhor com os mais novos (0 a 3 anos). Mostre alguma coisa que chame a atenção, comece a contar uma história, faça uma brincadeira, peça para que ela conte até 10. (Tente perceber se essa atitude não a deixará mais irritada).
7. Faça perguntas, negocie, ouça sugestões pro problema: “Eu sei que você está chateado por isso, como podemos resolver essa situação? (foco na solução)”
 8. Perguntar sobre sensações corporais. Tire o foco do problema e faça a criança prestar atenção ao próprio corpo. O que você está sentindo... na sua cabeça, no seu coração... nas suas pernas...?
9. Deixar as nuvens passarem. Você pode ensinar a sua criança que as emoções são como as nuvens, vêm e vão e em momentos de crise pode lembrá-la disso... Você também pode perguntar a ela “Quando você acha que estará se sentindo melhor?”.
10. Fazer movimentos. Se for possível faça a criança se movimentar, ensine-a a lavar o rosto, pular, balançar as mãos e braços no ar, correr, amassar massinha... O movimento ajuda a manter o autocontrole.
Nayara Ramos
@alemdaconversa
nayasdramos@gmail.com

Por que o choro do seu filho ou filha te incomoda?



Você já se perguntou por que o choro das crianças irrita tanto as pessoas? Semanas atrás, eu estava almoçando na praça de alimentação de um shopping e uma mãe à mesa ao lado tentava acalentar a sua filhinha que chorava copiosamente... Ela parecia estar envergonhada por não conseguir fazer a filha parar de chorar e as pessoas ao redor já começavam a olhá-la com um ar de reprovação... Senti a aflição daquela mãe... quem é pai ou mãe sabe o quanto essa situação pode ser difícil... Ofereci ajuda e acabamos conversando um pouco... Mas não é sobre a nossa conversa que quero falar... Quero chamar a atenção para o incômodo que se instalou em um ambiente enorme, lotado por causa do choro de uma criança!
Se analisarmos com empatia, do ponto de vista da criança e da mãe, provavelmente não haveria ninguém no recinto mais incomodado do que elas próprias... Vejam só... o choro sofrido da menininha e a angústia da mãe, era motivo de olhares desagradáveis e comentários maldosos... Mas ninguém, além de mim, foi oferecer ajuda para elas...
Olhem a ironia, as nossas crianças desde que nascem já sabem chorar e o choro é o sinal de que algo não vai bem e a garantia de vida da nossa própria espécie, pelo choro conseguimos atender as necessidades dos nossos bebês (fome, sono, dor, afeto...), chorar faz parte da natureza humana, todas as pessoas choram e a maioria se envergonha ou não sabe lidar... Isso porque a maioria de nós cresceu sendo silenciado, como se chorar fosse algo ruim: manha, birra, falta de limite, feiura, fragilidade... sem falar nos rótulos: chorona, feia, manhosa, chata, birrenta, raivosa, nervosa, bicho do mato, mal educada...
A partir dessa reflexão, vou deixar aqui uma proposta para você que está lendo esse post... Da próxima vez que o seu filho ou filha começar a chorar tente perceber a razão por trás do incômodo que você sente, você foi criado(a) sendo obrigado a reprimir o choro? Era sinônimo de mal comportamento? Era feio? Era coisa de mulherzinha?
O que você sente? raiva, fraqueza, medo, tristeza, desamparo, dor... E precisa parar o choro a todo custo pra não ter que lidar com os sentimentos que afloram dentro de você?
Quando silenciamos o choro da nossa criança (pode ser a criança interior também), estamos reprimindo uma forte emoção que deveria ser extravasada...
Então a  sugestão é... da próxima vez que a sua criança chorar, resista ao impulso de calá-la (mesmo que positivamente), abrace o seu filho, sinta como o choro dele (a) ecoa em você, tente perceber o seu sentimento, as suas lembranças, deixe a sua criança chorar... Essa é uma oportunidade mágica de acolher não só a criança que está em seus braços, mas a que está dentro de você também! Diga ao seu filho que entende que algo ruim está acontecendo, que está tudo bem chorar e que você está ali pra ele ou ela!
Se já for uma criança maior e quiser ficar sozinha, respeite isso também, mas permita o choro... Ensine com as suas ações que todos os sentimentos são válidos e que a sua criança pode contar com você nas dificuldades da vida!
Por Nayara Ramos
@alemdaconversa
nayasdramos@gmail.com

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

UMA MATRIOSKA PARA VOCÊ!



                                                                                                     Por Nayara Ramos


“A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.”
                            Fernando Pessoa


Há um tempo, estive em uma formação em que o facilitador afirmou por muitas vezes ao longo do evento que “Era necessário curar os adultos para que as crianças vivessem em paz!” aquela frase ecoou dentro de mim e me inquietou por muitos dias, por várias razões, entre elas o fato de acreditar que as crianças precisavam de um adulto para ensinar e controlar tudo e qualquer coisa...
Seguindo a linha de pensamento “Incomodou, Doeu? Leva pra casa que é teu!”, eu passei muitos dias sem conseguir esquecer aquelas palavras.
Em uma tarde qualquer, lendo algo de que eu não me lembro aquele pensamento voltou e reverberou, luziu dentro de mim como um insight, estava ali alguém (o palestrante) que conseguiu transformar em palavras uma inquietação que existia dentro de mim, mas que nunca havia tomado forma!
Foi assim que nasceu o desejo de estudar um pouco mais sobre os adultos e como eles, de fato, perturbam a paz das crianças!
E é com essa reflexão que vamos começar a nossa semana!
Mas, o que esse título tem a ver com tudo isso? A Matrioska é um brinquedo artesanal e tradicional da Rússia, também conhecida como “boneca russa”, é caracterizada por reunir uma série de bonecas de tamanhos variados que são colocadas uma dentro das outras (cá entre nós, são lindas!).
De acordo com a cultura russa, as matrioskas simbolizam a ideia de maternidade, fertilidade, amor e amizade. O fato de uma boneca sair de dentro de outra maior representa o ato do parto, quando a mãe dá à luz a sua filha e, consequentemente, a filha dá à luz a outra criança, e assim sucessivamente. 
Antes de saber sobre o significado matriarcal dessas lindas bonecas, eu sempre as vi como a simbologia de uma pessoa.
Pense comigo! Para se tornar esse adulto que você é hoje, existem muitos de você aí dentro... Se pudéssemos particionar o seu eu, provavelmente tiraríamos vários “eus” de dentro de você! Nesse caso, é perfeitamente aceitável que o seu eu bebê, eu criança, eu adolescente, eu mãe, eu pai... estejam presentes aí dentro da sua Matrioska atual! Mas neste momento, vamos falar do seu eu-criança! O que a maioria das pessoas chama de criança interior!
Todos os adultos, independentemente de ter tido uma infância feliz ou não, tem uma criança interior, e acreditem segundo o psicanalista suíço Carl Gustav Jung em seu ensaio “A psicologia do arquétipo da criança”, o seu eu-criança ainda precisa de carinho, atenção, compreensão, amparo e principalmente de validação de todos os sentimentos reprimidos.
Para Jung, o adulto desconectado da criança interior pode sentir-se profundamente dependente de outras pessoas e ter necessidade constante de aprovação. É aquele que tenta agradar a todos como forma de ser aceito e sente  um vazio nunca preenchido! Esse adulto busca que outros preencham um vazio enorme daquilo que ele não consegue dar a si mesmo. E por isso acaba se afastando dos reais sentimentos - a conexão externa, inclusive com os filhos!
Muitos pais projetam nos filhos as coisas que não conseguiram realizar, o que não conseguiram ser e não percebem que é um peso muito grande depositar a própria vida, a enorme carência de afeto em mãos tão pequeninas... Para Jung, a conexão real e relacionamentos saudáveis baseados em troca e em crescimento mútuo só pode acontecer quando há conexão interna entre o adulto que você é e a criança que você também é!
Recriamos quando adultos, o que vivenciamos nos primeiros anos de vida com os nossos pais, por exemplo, uma pessoa que sofreu humilhação dos pais, provavelmente fará o mesmo com os seus filhos, ainda que prometa não fazer igual!
Então os pais são os culpados? Não estamos aqui procurando culpados, mas sim a origem das dificuldades e sintomas do adulto. Devemos ficar atentos para a repetição de padrão, e só conseguimos romper padrões com a conscientização, que se obtém com o processo de autoconhecimento, autocuidado, empatia, perdão, compromisso com a não violência e bastante reflexão.
No livro “Onde estão as moedas”, Joan Garriga afirma que dentro de cada um de nós, por mais graves que sejam as feridas, os filhos seguem sendo leais a seus pais e inevitavelmente os tomam como modelos e os interiorizam. De algum modo, conectam com uma força que os faz ser como eles. Por isso, quando são capazes de amá-los, honrá-los, dignificá-los e respeitá-los, então podem fazer a mesma coisa consigo mesmos e ser livres. ... muito simples: o que reprovamos nos aprisiona, e só o que amamos nos liberta. (Esse livro é bem curtinho, tem menos de 40 páginas, vou encaminhá-lo para quem necessite de ter um olhar mais profundo sobre os próprios pais)
Jung percebeu que entrar em contato com a criança interior é uma maravilhosa fonte de energia e criatividade interna. É por isso que muitos pais relatam que filhos promovem essa transformação, porque estar em contato com o mundo interno infantil é regredir voluntariamente (isso acontece quando brincamos com os nossos filhos) e é uma maneira de acessar uma fonte de vitalidade, intuição e possibilidades!
Abaixo organizei em tópicos algumas reflexões que te ajudarão a entender melhor a sua criança interior e também a prestar atenção na criança do seu filho:

(A proposta é ler essa parte do texto duas vezes, uma vez você vai ler visualizando a sua própria história, a interação com os seus pais ou as pessoas que os representavam, Depois você lerá novamente, enquanto avalia o modo como, hoje, você conduz a vida do seu filho ou filha.)


1. Palavras podem ser pontes ou muros – Cada criança quando nasce tem a profunda capacidade de amar incondicionalmente, toda ela é feita de amor, bondade, curiosidade, entrega, coragem e espontaneidade.
Ela vivencia o amor em tudo e em todos, inclusive em si mesma... Ela tem uma autoestima inabalada e é naturalmente confiante, essa criança livre tem além de suas necessidades básicas a necessidade de fantasiar, brincar, aprender, ter limites definidos... É fácil perceber quando essa criança sai do amor e foge para a dor, foge para o medo, pois ela é transparente e ainda não aprendeu a arte de disfarçar os próprios sentimentos quando eles são reprimidos, todas as vezes que ela busca alguém em quem confiar e não encontra, todas as vezes que ela tem que chorar sozinha, pois os pais não suportam ouvir o seu choro, todas as vezes que ela é criticada quando comete um erro, todas as vezes que ela é machucada como se a sua dor não importasse... Quantas vezes a sua criança foi negligenciada, silenciada, ferida?
É exatamente assim que uma criança interior livre torna-se uma criança interior ferida, hoje sabemos que a criança interior ferida é a maior causa de infelicidade do mundo. E não precisa acontecer algo necessariamente trágico... Essas feridas aparecem nas falas sutis dos pais ao rotularem os seus filho: “Você não aprende nada mesmo”, “você não tem motivo pra chorar, engole o choro”, “você não vai conseguir”, “você não faz nada certo”, “você é tímido demais”, “você é um covarde”, “deixa de ser bobo”,
“fracote”, “você é enjoado demais”. Ao deixar que eles chorem sozinhos... Negligenciar as emoções das nossas crianças nunca foi uma boa opção! A diferença é que os nossos pais não sabiam, mas você agora sabe!

2. Crianças aprendem pelo exemplo, dê emoções saudáveis para que a sua criança compreenda os próprios sinais interiores, ensine a ela a nomear os próprios sentimentos, as emoções, ensine-a a compreender o que está sentindo e a melhor forma de externar isso para o mundo. De nada adianta pedir calma para a criança se você “ferve” por qualquer situação, ou pedir atenção, se você mesmo não dá atenção para ela! Ou mais absurdo ainda, pedir que ela não grite, se você só fala gritando... Aquela frase, atualmente muito usada “Faça o que eu falo e não o que eu faço”, só ensinam a sua criança a ser, no mínimo, hipócrita e dissimulada!

3. Quando o que me basta não está dentro de mim é um grande sinal de desconexão – Ajude a sua criança a se reconhecer no mundo, saber quem ela é, qual espaço ocupa, sentir-se bem consigo mesma, ser grata, ser positiva, compreender os próprios limites, ter resiliência, ter autodisciplina, encontrar a felicidade nas pequenas coisas. As crianças que não tem identidade dependem de algo que está fora para se sentirem bem: brinquedo, roupas, viagens... E mais tarde quando adultos associam a felicidade a coisas externas, dinheiro, carro, emprego, outro alguém, reconhecimento... uma busca constante... sem nunca sentir satisfação...

4. Reconheça comportamentos –  Há pessoas que vivem intensas tempestades emocionais, aparentemente parecem que são adultos bem resolvidos, mas basta uma centelha para que o desequilíbrio tome conta. Abaixo, você encontrará uma lista de comportamentos organizados por Jackeline Vilela, para avaliar se na sua vida há uma criança ferida. Se for o caso tente descobrir, em que momento isso aconteceu!

 “01. Perda de Identidade, do contato com os próprios sentimentos, carências e desejos guiados pelo sentimento de culpa ou de vergonha. Tendência a se afastar ou a sempre se envolver em problemas (extremos);

02. Comportamento agressivo, seja violência física ou emocional;

03. Carência Profunda, necessidade de ter alguém sempre por perto, sede insaciável de amor, atenção e afeto e, mesmo tendo, não se sente preenchido.

04. Desconfiança ou excesso de confiança, necessidade de estar no controle e ou ingenuidade, choro histérico, etc;

05. Repetição das violências do passado como autopunição, distúrbios físicos, acidentes frequentes, etc;

06. Atribuir a responsabilidade sempre a terceiros, o outro é sempre o responsável pelas situações e com isso não acredita que precisa mudar o próprio comportamento;

07. Distúrbios de intimidade, dificuldade em acreditar, confiar ou desenvolver relacionamentos íntimos (de amor ou até amizade);

08. Comportamentos indisciplinados, agir por impulso ou rigidez, obsessão, necessidade constante de “agradar” os outros (mas, no fundo, espera algo em troca); sentimento de culpa e vergonha, dificuldade para dar uma boa risada, dançar ou cantar;

09. Comportamentos viciados ou compulsivos, como o álcool, drogas, alimentos, trabalho, compras, jogo, sexo, etc. Sentimentos latentes e recorrentes, como a raiva, medo, lamentação, tristeza, alegria, falsa felicidade;

10. Pensamentos distorcidos, como perfeccionismo, egocentrismo, falta de lógica, pessimismo (medo de desgraças imaginárias);

11. Sensação de vazio, com a sensação de viver uma farsa (viver representando), apatia, depressão, falta de contato consigo próprio, vida desinteressante e sem sentido - o interesse pela vida é mínimo porque acredita que ela é um problema a ser resolvido e não uma aventura a ser vivida.” 
 

5. Acolha, aceite e cuide!
Reconhecer a criança interior pode ser muito doloroso, especialmente se você reconhecer no seu filho ou filha algum desses comportamentos, no entanto é muito importante que você acolha essa dor, infelizmente a dor precisa ser sentida e ela não para de doer se for reprimida. Se precisar chorar, chore! Se precisar pensar sobre isso por muitos dias, pense! Só não desista... Nesse contato você poderá descobrir muitas coisas sobre você, inclusive que não é verdade o que fizeram você acreditar sobre si mesma (o). Em alguns casos mais graves, você precisará perdoar e seguir em frente (e nesses casos o melhor é procurar uma terapia).

6. O reencontro com a criança interior é libertador!

Pode curar doenças, fechar feridas emocionais, oferecer coragem, entusiasmo. Em uma vivência que fui, o facilitador pediu a nós que nos imaginássemos como a criança que fomos ou que olhássemos uma fotografia nossa dessa fase da vida. Enquanto nos conectávamos com a nossa imagem da infância, ele pediu para que víssemos uma cena (como em um filme) em que o nosso EU-adulto encontrasse e acolhesse o nosso Eu-criança, tínhamos que nos enxergar fazendo isso em algum lugar conhecido da nossa infância, um lugar que fizesse sentido para a nossa criança interior, então tínhamos que pegar essa criança no colo, abraçá-la e ofertar palavras de encorajamento, aproveitar o momento e falar para ela o que éramos e o que não éramos, mas que mesmo assim nos fizeram acreditar; também deveríamos perguntar a ela se estava precisando de ajuda e o que poderíamos fazer para que ela se sentisse melhor; ao final deveríamos dizer que a partir daquele momento cuidaríamos dela, então nos despedimos prometendo que a ajudaríamos sempre que ela precisasse, que não a deixaríamos sozinha, que não a julgaríamos mal e que voltaríamos com frequência! O exercício foi feito com muita gente, em um ambiente muito acolhedor... Tenho certeza que todos saíram dali como eu, flutuando! Você pode fazer um exercício semelhante em um momento de silêncio... ou pode escrever para sua criança interior, sempre que sentir vontade e depois ler como se tivesse acabado de receber uma carta! Ou gravar um áudio e depois ouvir com um fone de ouvido... Escreva ou fale tudo o que sentir vontade... O efeito é o mesmo...

7. Preserve a criança que nasceu nos seus filhos e filhas!

O melhor presente que podemos dar para os nossos filhos é a educação emocional. Somos humanos e não podemos controlar o meio ou as pessoas com quem vivemos, mas podemos educar o que sentimos diante das dificuldades que a vida nos apresenta...
Cuidar da sua criança interior é um processo de autoconhecimento, leva tempo e é doloroso, aprender a cuidar das suas próprias emoções será para o seu filho(a) um enorme presente, pois assim ele aprenderá com você a fazer o mesmo!
Em casa, você tem um pequeno mestre! Olhe para ele livre da máscara de quem sabe tudo e aprenda com a sua criança a viver em paz e amor!


Para os russos, presentear alguém com uma matrioska é um sinal de grande afeto e desejo de vida longa e feliz. Então toma, essa Matrioska é para você... sejam bem vindxs!